Memorial do Holocausto

 

Com uma exposição de longa duração, exposições temporárias previstas, loja, café e espaço multiuso para atividades educativas e culturais, o Memorial do Holocausto Rio está sendo construído num terreno cedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro no Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo. Realizado pela Associação Cultural Memorial do Holocausto e com parceria estratégica do IDG na implantação do equipamento cultural, este pretende ser um lugar para preservar, estudar e disseminar as histórias e o legado educativo do Holocausto.

 

Para os realizadores, há um entendimento de que as instituições e valores democráticos não são mantidos automaticamente, precisam ser cultivados e protegidos.

 

O Memorial do Holocausto Rio pretende focar nas histórias das vítimas, em suas vidas no antes, durante e depois. O objetivo do espaço será proporcionar reflexão sobre a importância dos Direitos Humanos, da democracia, da justiça, da tolerância, da liberdade, do respeito à diversidade e ao pluralismo como valores e princípios éticos fundamentais do ser humano. Para os realizadores, há um entendimento de que as instituições e valores democráticos não são mantidos automaticamente, precisam ser cultivados e protegidos. O Memorial também terá esse papel de levar à compreensão das raízes e ramificações dos preconceitos, do racismo e da construção de estereótipos para conseguir identificá-los e combatê-los. O museu tem um papel formativo nesse processo.

 

Importante ressaltar que o museu não terá uma mostra sobre a história do nazismo e sim um recorte com o olhar naqueles que sofreram seus atos e consequências. O foco é na vida e não na morte. Conceitos historiográficos serão abordados a partir de narrativas pessoais, utilizando-se dos núcleos "indivíduo", "família" e “grupo social”. Além disso, o Memorial pretende mostrar que não apenas os judeus foram vítimas do Holocausto, mas também outras minorias, como negros, ciganos, pessoas com deficiência física e mental, pessoas LGBTQI+, Testemunhas de Jeová, maçons e outras.

 

O Memorial pretende mostrar que não apenas os judeus foram vítimas do Holocausto, mas também outras minorias, como negros, ciganos, pessoas com deficiência física e mental, pessoas LGBTQI+, Testemunhas de Jeová, maçons e outras.

 

As principais áreas da exposição de longa duração do museu serão Celebração da Vida; A Vida Antes do Holocausto; A Vida Durante o Holocausto; A Vida Depois do Holocausto. O equipamento terá uma instalação artística, contemporânea, sobre Direitos Humanos, em sua varanda e, na saída, haverá a Alameda dos 18 Princípios, além do obelisco “Não Matarás” no topo da edificação.

 

O IDG está responsável pelo desenvolvimento e implantação da linha curatorial, museografia, expografia, programa educativo, acessibilidade e comunicação, além do plano de gestão e plano museológico. O projeto marca uma nova fase na trajetória do instituto, desde que passamos a criar exposições temporárias, programas educativos e de acessibilidade. O IDG também presta consultorias para a concepção, modelagem, formatação e gestão de implementação de projetos, desenvolvendo o escopo, fazendo a captação de recursos, o enquadramento nas leis de incentivo, quando é o caso, e gerindo sua implementação.

 

Idealizado pelo deputado Gerson Bergher (in memorian), o Memorial tem a Multiplan como patrocinador Máster e o patrocínio da Cyrela e do Banco Safra.